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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Hoje não vai ter uma festa...

Nem bolo, guaraná e nem muito doce pra você. Sim, hoje é meu aniversário, parabéns pra mim e pra vocês que me aguentam ainda. O fato de hoje ser "quase um dia normal" se deve a vários fatores:

1 - Não gosto de comemorar meu aniversário, fico chateado - pensando nas coisas que poderia ter feito e não fiz.

2 - Tem um monte de coisas dando errado com o livro e, com isso, fico triste pois não posso abraçar o mundo com as mãos e sair por aí resolvendo tudo.

3 - Meu histórico do curso de Letras ainda não chegou, com isso... a chamada de professores DTs que vai acontecer em poucos dias está cada vez mais longe pra mim.

4 - Tenho um monte de coisas pra resolver nos bancos, com os prováveis patrocinadores do livro e reuniões, reuniões e reuniões ao longo do dia.

Agora deixa eu parar de falar de problemas e deixe eu falar de sonhos. Os mais próximos já sabem que, se der tudo certo, em dois meses, estarei alçando novos voos, novas conquistas e iniciando a realização de um sonho. Para mostrar que vale a pena sonhar, apesar de todas as dificuldades, mostro pra vocês um vídeo que foi exibido no dia da formatura dos meus alunos do 3º ano da E.E.E.F.M. Zumbi dos Palmares.


Uma facada no peito!

Meus alunos vão adorar a metáfora no título desta postagem. Mas, num sei até que ponto esta metáfora se distancia de ser uma metonínima. Ontem fui refazer os orçamentos para a publicação do livro e eis que... "levei uma facada no peito". Uma não, várias. Isso, porque com a virada do ano o livro precisou ganhar páginas a mais para não ficar desatualizado, no entanto, as gráficas também tiveram reajustes em suas taxas e serviços...

Juntando alhos com bugalhos, eis que o preço final do livro aumentou de tal forma que não tenho dinheiro para pagar tudo. Patrocínio? Onde? Quem quer me patrocinar?

"A felicidade é como a gota de orvalho, numa pétala de flor"

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Tudo dando errado!

Quando uma coisa dá errado costumamos ficar chateados, brigar com o mundo e reclamar da vida. Agora você já imaginou quando TUDO dá errado?

Eu passei toda a minha vida estudando para que quando adulto pudesse desfrutar de um bom emprego, ser reconhecido como um bom profissional, ter uma namorada que me amasse, ter amigos ao meu redor, trabalhar com cultura (talvez sendo jornalista, talvez sendo ator, talvez sendo escritor, talvez sendo carnavalesco) trabalhar com o que eu gosto e neste trabalho poder ajudar as pessoas.

Pra poder conseguir isso, eu tive que recusar a minha própria adolescência, não curti esses anos com os meus amigos pois precisava estudar, não curti a noite com os colegas de faculdade pois tinha que ir para um outro curso - pra ter um diferencial. Não curti as paixões da adolescência, pois estava em casa preparando os trabalhos da escola.

O tempo passou... e eu continuo aqui. Nada do que planejei está dando certo.
- Empregado eu estou, mas me pergunte se eu gosto da minha função?
(da frase acima não incluo o trabalho como professor, que eu adoro!)
- Meus amigos, devido a minha ausência e dias sempre concorridos, acabaram se afastando.
- Meus estudos? Foram caros (em todos os sentidos) e por enquanto só serviram para deixar o currículo ainda maior.
- Carnaval? Livros? Artes? Como, se com o salário que recebo tenho que trabalhar o dia inteiro pra tentar juntar dinheiro pra publicar o próximo livro.

Não vou citar as outras coisas pra não comprometer ninguém. O único culpado sou eu!

Eu estou com muita raiva de tudo! Raiva de mim, principalmente.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A espera interminável

Lançar um livro em terras capixabas é muito difícil. Tem que ter muito amor à arte e à história deste povo pra fazer disto a força que vai manter viva sua esperança de ter suas páginas publicadas.

Aqui não temos editoras, portanto, você só publica se pagar. E uma edição não é barata, principalmente quando se ganha pouco. Não é à toa que trabalho em três lugares diferentes!

O autor tem que ser também o divulgador, o marqueteiro, o publicitário, o assessor de imprensa e sair de pires na mão pedindo "pelo amor de Deus", que os empresários colaborem para publicar o livro em troca de propaganda.

Estou há meses esperando resposta de algumas empresas. E agora chegou o último e derradeiro mês. Se não conseguir o pouco que falta, o livro não poderá ser publicado.

Se estou triste? Claro que estou. Me sinto um lixo, daqueles esquecidos no fundo da lixeira. Depois de ter o trabalho elogiado por tanta gente, vejo que ele pode ter sido feito em vão.

sábado, 30 de maio de 2009

Secult não apoia livro!

A Secretária de Estado da Cultura não vai apoiar a publicação do livro sobre a história do Carnaval Capixaba. Participei de uma reunião com a secretária Dayse Maria Oslegher Lemos e com o chefe de gabinete, Erlon Paschoal na última semana, onde pude apresentar o projeto, as idéias e um pouco sobre como foi "fazer este livro". Os dois pareceram gostar muito do que leram e ouviram, mas, a reunião serviu apenas para conhecer pessoalmente a simpática secretária, pois a resposta sobre apoio e/ou patrocínio foi negativa, uma vez que agora a Secult trabalha apenas com Editais e o livro não se enquadra em nenhum dos 18 editais.

Para colocá-lo para concorrer a uma das 2 vagas do edital 16 "da memória e da identidade capixaba" teria que retirar pelo menos 300 páginas do livro. Ou seja, fazer outro. E depois de publicado, não poderia comercializá-lo.

Fiquei muito triste. Passei dias com a cara emburrada, mas não será isso que vai me abalar. Vou buscar apoio de outras pessoas, empresas e órgãos. Se tiver alguma sugestão, envie para o meu e-mail (escritorcapixaba@gmail.com)

quinta-feira, 19 de março de 2009

Uma má impressão no ar

Sabe quando você sente que tem algo de estranho no ar? Quando o pensamento negativo das pessoas - de tão forte - acaba te atingindo e prejudicando o seu bem estar? Estou assim. Essa sensação piorou muito desde que anunciei que estava prestes a sair o resultado da Lei Vila Velha de Cultura e Arte - que seria divulgado na sexta - que não tem mais data para ser divulgado.

Espero que essa má impressão passe logo, enquanto isso, estou aqui na minha maré de azar me sentindo a pior pessoa do mundo.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Depressão pós-carnaval

A bandeira enrolou. O som dos tamborins não pode mais ser ouvido. O samba não toca mais na rádio. A quadra fechou para reforma. Os fins de semana não são mais em rodas de amigos sambando. Para muita gente, o ano só começa depois do carnaval, mas, para mim e para muitos outros o ano só engrena mesmo depois que a movimentação do carnaval toma conta da cidade. Os dias parecem vazios. Não temos nada para fazer no final de semana. Parece estranho, mas até as queimaduras de cola-quente fazem falta, mas isso, porque eram cercadas de conversas de amigos. Resta-nos ver fotos e vídeos de desfiles para tentar animar e relembrar aqueles momentos de alegria. E como em Vitória as escolas demoram demais para voltar ao trabalho, vamos esperando até que os enredos se definam, as disputas de samba comecem, os trabalhos no barracão retornem e o mundo volte a girar.

"A felicidade do pobre parece / A grande ilusão do carnavalA gente trabalha o ano inteiro / Por um momento de sonhoPra fazer a fantasia / De rei ou de pirata ou jardineirae tudo se acabar na quarta feira"(Tom Jobim e Vinicius de Moraes)